O Partido Social Liberal (PSL) oficializou neste domingo,
22, a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da
República, em convenção nacional, no Rio de Janeiro, em meio a indefinições
sobre o nome escolhido para compor a chapa no cargo de vice.
Em seu discurso, Bolsonaro disse que não é o salvador da
pátria e que sabe que está causando desconforto nas eleições 2018. "Sou o
patinho feio dessa história", afirmou.
Ovacionado sob gritos de "Mito!" e "Eu vim de
graça!", Bolsonaro discorreu sobre sua trajetória profissional.
Ele também criticou novamente, como outros pré-candidatos à
Presidência, o acordo de Geraldo Alckmin (PSDB) com o Centrão.
"Alckmin uniu a escória da política brasileira",
disse em alusão à aliança que rendeu ao tucano o maior tempo de TV entre os
presidenciáveis.
"O Brasil não aguenta mais 4 anos de PT ou PSDB. Vamos
unir esse Brasil, brancos e negros, homos e héteros, nordestinos e sulistas,
ricos e pobres, patrões e empregados", disse.
O evento, que começou no fim da manhã, reúne partidários do
presidenciável num centro de convenções na região central da cidade. A
estimativa é de 2.500 pessoas.
Jair Bolsonaro se emocionou com a recepção calorosa de seus
partidários e chorou quando foi executado o hino brasileiro. Muitos apoiadores
tinham as cores verde e amarela e estavam com bandeiras do Brasil.
Janaína
Cotada como possível vice, a advogada Janaína Paschoal foi a
segunda pessoa mais aplaudida em sua chegada à convenção.
Ela discursou pedindo moderação e tolerância, criticou a
defesa de um pensamento único e afirmou ser necessário pensar na
governabilidade.
"A minha fidelidade não é ao deputado Jair Bolsonaro. A
minha fidelidade é ao meu País", disse.
"Ainda não decidi sobre o convite para a integrar a
chapa como vice", afirmou. "A possibilidade muito me honra. Mas algo
tão sério precisa ser bem discutido", afirmou.
Segundo ela, é preciso pensar na campanha, mas também na
governabilidade caso saiam vitoriosos do leito.
"Enquanto procuramos pessoas que estejam dentro da
totalidade do nosso pensamento, eles estão se unindo", alertou.
O senador Magno Malta, que também já teve o nome cotado para
figurar como vice na chapa de Bolsonaro, discursou em apoio ao presidenciável.
Malta preferiu se candidatar novamente ao Senado do que
concorrer na chapa com o PSL.
"O que o Brasil quer e o que eu quero é um homem de
mãos limpas, e você tem mãos limpas. E um homem cristão, você é cristão. O
Brasil quer um homem que tem sangue no olho para enfrentar vagabundo",
disse Malta a Jair Bolsonaro.
Na convenção, também serão oficializadas as candidaturas do
filho mais velho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, que tentará eleição como
senador, e demais escolhidos pelo partido para concorrer aos cargos de deputado
estadual e federal pelo Rio de Janeiro.
Agência Estado
