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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Procura por colégios cívico-militares cresce e fila chega a 20 mil estudantes no Paraná

Ao todo, 20.402 estudantes começaram o ano aguardando uma vaga, quase o dobro do número registrado em 2025, com 11 mil na fila.
Um dos exemplos mais representativos dessa demanda é o Colégio Cívico-Militar Dias da Rocha, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que concentra atualmente a maior fila de espera, com 510 estudantes.
                                  Publicação AEN - 19/02/2026 - Foto: SEED
O início do ano letivo de 2026 na rede estadual do Paraná confirma uma tendência que se intensificou nos últimos anos: a procura por vagas em colégios cívico-militares segue em alta, com milhares de estudantes em listas de espera em todo o Estado.
Mesmo com a ampliação do modelo, que chegou a 345 unidades – o maior número do País – o número de crianças e jovens interessados cresce em ritmo maior.
Ao todo, 20.402 estudantes começaram o ano aguardando uma vaga, quase o dobro do número registrado em 2025, com 11 mil na fila.
“A grande demanda por vagas nos colégios cívico-militares demonstra o alto nível de confiança das famílias e o reconhecimento dos próprios professores e equipes pedagógicas. Quando há resultados acadêmicos, organização e um ambiente favorável ao ensino, a comunidade responde de maneira muito positiva, e isso fortalece o modelo que implementamos no Paraná”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Um dos exemplos mais representativos dessa demanda é o Colégio Cívico-Militar Dias da Rocha, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que concentra atualmente a maior fila de espera, com 510 estudantes.
A unidade atende cerca de 1.100 alunos, dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, e passou por uma mudança de perfil desde a implantação do modelo, há seis anos.
A diretora do CCM Dias da Rocha, Sandra Betineli da Costa, acompanha de perto essa transformação.
Ela chegou à unidade no ano anterior à implantação e afirma que, desde a mudança, muitas notícias positivas acompanharam o desenvolvimento das atividades.
“O modelo CCM trouxe uma nova identidade ao colégio, principalmente em relação às práticas de cidadania e ao apoio disciplinar, que trouxeram aos alunos a consciência do que significa integrar a comunidade”, afirma.
Segundo ela, a mudança para o modelo cívico-militar envolveu tanto o fortalecimento das diretrizes pedagógicas e disciplinares quanto a construção de novas expectativas em relação ao desempenho dos estudantes.
“Colocamos metas de rendimento até maiores que a nota 6 para passar, sugerimos rotinas de estudo e lembramos que tarefa de casa é um suporte importante no processo de aprendizado. Eu sempre falo que tenho os melhores alunos de Araucária. Eles até se assustam, mas precisam acreditar no potencial deles”, diz a diretora.
Atualmente, cerca de 900 alunos do colégio participam de atividades no contraturno, almoçando no local e permanecendo na escola para ações como clubes de ciência, robótica e acompanhamento pedagógico – mesmo para participar das atividades do contraturno há uma lista de espera interna.
De acordo com a diretora, o envolvimento das famílias com o dia a dia da escola e dos alunos também é constante, o que contribui para o aumento da procura.
“Lidar com a expectativa dos pais é um esforço constante e trabalhamos para que todas as famílias sejam atendidas. Educar é um trabalho conjunto que envolve escola e família. Por isso temos muito diálogo com os pais e reuniões frequentes”, afirma.