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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Diagnóstico precoce é a principal arma contra o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele

Junho Preto alerta para o tipo mais agressivo de câncer de pele e reforça a importância da prevenção, do acompanhamento especializado e da atenção aos sinais da doença.
                                    Publicação - 20/06/2026 - Foto: SESA
Uma pinta que muda de tamanho, uma mancha que escurece ou uma lesão que não cicatriza. Alterações aparentemente simples podem ser os primeiros sinais do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
Durante o Junho Preto, mês dedicado à conscientização sobre a doença, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça um alerta que pode fazer toda a diferença: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura. E os cuidados devem ser mantidos, mesmo no inverno.
Embora represente uma parcela menor dos cânceres de pele, o melanoma é responsável pela maior parte das mortes associadas à doença.
Isso acontece porque ele tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos quando não identificado e tratado precocemente.
O acompanhamento dos pacientes com melanoma também se reflete na assistência prestada pela rede hospitalar do Paraná.
Dados do Sistema de Informações Hospitalares apontam a realização de 2.498 procedimentos relacionados ao melanoma maligno da pele (CID C43) entre 2024 e abril de 2026 no Estado. Foram 1.058 procedimentos em 2024, 1.045 em 2025 e 395 nos primeiros quatro meses de 2026.
Entre os procedimentos mais frequentes estão as cirurgias para retirada de lesões e reconstrução da pele após o tratamento. Somente a excisão e sutura de lesão na pele com plástica em Z ou rotação de retalho somaram 846 procedimentos no período.
Também foram feitos 332 procedimentos de reconstrução de partes moles em oncologia, 233 tratamentos clínicos de pacientes oncológicos, 228 tratamentos de intercorrências clínicas de pacientes oncológicos e 192 exéreses múltiplas de lesões da pele ou tecido celular subcutâneo.
Os números demonstram que, além da prevenção e do diagnóstico precoce, o Sistema Único de Saúde no Paraná mantém uma rede preparada para atender pacientes em diferentes estágios da doença, desde a investigação inicial até procedimentos cirúrgicos mais complexos e acompanhamento especializado.